Aterros em Brusque; efeito do progresso (?)

Imagem de capa sendo ilustrativa

Eu bem que me lembro de cada detalhe, da grande enchente do rio Itajaí Mirim em agosto de 1984, o mais catastrófico desastre natural da história ocorrido em Brusque, quando naquela ocasião, muitas pessoas perderam tudo o que haviam conquistado em bens materiais, além do comércio, empresas que tiveram grandes prejuízos.

Sei que de lá pra cá, obras foram feitas no sentido de minimizar os efeitos deste evento climático tão extremo, que de tempos em tempos assola nosso município, para citar só dois exemplos, Av. Beira Rio, que serve como Canal Extravasor e a construção da Ponte Estaiada.

Porém, algo me chama atenção de forma negativa, que no meu entendimento, vai na contramão dos pontos positivos de tudo que já foi feito, que são os ATERROS, muitos deles depositados em locais impróprios, próximos ao Itajaí Mirim.

Em um eventual cenário de cheias, estas áreas agora ocupadas pelo barro bem como edificações, serviriam como pontos de escoamento ou depósito das águas, “piscinões naturais”, a grosso modo falando, que a própria natureza moldou ao longo de muitos, muitos anos e que agora sofreram a ação do homem.

Sei que não podemos fugir dos efeitos que o progresso muitas vezes nos cobra, por isso, a prudência na elaboração de cada novo projeto nesse sentido, se faz cada vez mais necessário.

Cabe uma reflexão!

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